quarta-feira, 26 de abril de 2017
segunda-feira, 17 de abril de 2017
domingo, 16 de abril de 2017
A farsa do "Liberalismo Econômico" e o teatro da "Democracia Liberal".
A farsa do “Liberalismo Econômico” e o teatro da “Democracia Liberal”.
É muito “curioso” quando defensores do “liberalismo econômico” protestam nas redes sociais, e até nas ruas, contra corrupção, sendo que a corrupção é consequência inevitável do capitalismo que defendem e isso pode ser constatado em uma rápida análise:
-os partidos que estão no poder e que vencem a maioria das eleições são os que mais recebem dinheiro de empresas privadas para as campanhas de seus candidatos (usando cara publicidade para iludir o eleitorado) e isso independente da cor da bandeira, da legenda, ou ideologia que fingem defender;
-grandes empresas privadas financiam partidos e políticos visando algum lucro futuro, sendo boa parte desse “patrocínio” realizada pela via do chamado “caixa 2”;
-grandes empresas financiam políticos não apenas por “esperarem um retorno”, mas, seguindo uma estratégia de interferência na política institucional, o que, sem dúvida, lhes garantirá um bom lucro se suas táticas e estratégias obtiverem êxito, mas, isso, também, contempla preferências ideológicas da parte de quem controla essas mega empresas (se bem que alguém aqui poderia afirmar que uma coisa envolve a outra nesse caso, o que é verdade);
-muitas empresas são multinacionais e bancos que ganham, também, com a perpetuação da infame “dívida pública” diante da qual jamais algum governo ousou levantar uma auditoria no Brasil;
-as mesmas empresas , que interferem “indiretamente” na política, são sonegadoras de impostos, sendo que o Brasil perde mais de 400 bilhões anualmente em sonegação por parte de grandes empresas privadas, as quais, também, recebem muitas vezes isenções de governos os quais financiaram;
-muitos deputados, vereadores, senadores, governadores, prefeitos, ministros, acusados de corrupção, são empresários ou grandes latifundiários ou ainda ex executivos de grandes empresas privadas;
-os políticos patrocinados por empresas privadas sabotam, dentro do Estado ou em instâncias da política institucional, serviços públicos e empresas Estatais que ainda eram úteis à classe trabalhadora do país (depois empresas privadas vão abocanhar esses “nichos” de mercado abandonados pelo Estado) e fazem o possível para prejudicar os direitos dos trabalhadores(as) para benefício das empresas que os financiam.
No capitalismo o Estado é ferramenta da classe burguesa (bancos, empresas, grandes corporações) para manter seu controle sobre a classe trabalhadora e isso é algo já muito denunciado tanto por marxistas quanto por anarquistas (socialistas libertários).
O “livre mercado ” é um engodo, pois, as grandes empresas controlam a política e engolem as pequenas e, se somar a isso um Estado fraco (fraco onde devia ser forte, mas, forte em seu aspecto repressor, desejo dos liberais que defendem o liberalismo econômico) e que não representa os interesses da maior parte da população ( os (as) trabalhadores (as) e seus filhos (as)) – o que é consequência do peso da ideologia liberal econômica combinada ao conservadorismo político e moral (o chamado “neoliberalismo), sobre a política institucional- não há como fiscalizar de forma efetiva e imparcial todos os esquemas de corrupção que embalam a farsa da “democracia liberal representativa”, tendo em vista, também, que a mídia privada de massa (grandes empresas que vivem da propaganda de outras grandes empresas e da “grana” liberada pelo Estado por intermédio de políticos os quais auxiliaram) espalha a ideologia da classe dominante, gerando uma situação em que a população fica “perdida” em um mar de desinformação (há ainda o papel de “controle ideológico” exercido por muitas igrejas que , também, patrocinam políticos); dessa forma, as empresas que visam apenas lucro (e, muitas vezes, vendem até produtos contaminados em nome do lucro, tais como: carne estragada, leite adulterado, verduras repletas de agrotóxicos, alimentos com produtos cancerígenos, transgênicos não testados…) controlam a sociedade, sugam o dinheiro dos impostos pagos pelo povo (quem mais paga impostos são os(as) trabalhadores(as)) através da absurda “dívida pública” e em obras superfaturadas, as quais realizam por intermédio de fraudes em licitações armadas por seus fantoches políticos. Mas, para disfarçar a palhaçada, os liberais preferem chamar a isso tudo de “corporativismo”, o que nada mais é que “o capitalismo real e selvagem” na prática !
É interessante, também, destacar, que muitos hoje, no Brasil, se dizem adeptos da ideologia liberal, mas, esquecem de aspectos importantes do desenvolvimento do pensamento liberal nos últimos séculos, demonstrando desconhecimento sobre a própria história dessa corrente de pensamento que se manifestou nos campos político, filosófico, cultural, moral e não apenas no campo econômico. Identificam, por exemplo, a proposta dos “direitos humanos” com o pensamento socialista (em especial na linha marxista), sendo que a “declaração universal dos direitos humanos” é, sem dúvida, produto de ideias liberais no campo moral, atreladas à defesa do modelo liberal de democracia, o que na prática, sabemos, não se realiza, sendo apenas uma bela encenação jurídica, mas, certamente podemos reconhecer que sem isso a situação poderia estar bem pior nas sociedades ocidentais subdesenvolvidas, exploradas pelas grandes potências capitalistas (também ocidentais) controladas por mega corporações; podemos dizer que ainda há alguma possibilidade de jogar, nesse âmbito das leis, com as incoerências do sistema, embora, essa possibilidade esteja ficando cada vez mais fraca nos últimos anos nesse país. Mas, o curioso, ou bizarro, é que hoje o conservadorismo, e a ganância capitalista voraz, vem destruindo de forma dedicada até mesmo as singelas promessas do liberalismo clássico, as quais alimentaram anseios revolucionários no passado e geraram as bases das constituições das modernas democracias ocidentais; tais promessas obviamente podem ser vistas como meras enganações, mas, nem mesmo essas ilusões foram poupadas pelo “darwinismo social” ostentado pelos fundamentalistas do “neoliberalismo”, entre os quais identificamos militantes pobres ainda iludidos, especialistas acadêmicos contratados para a defesa do discurso ideológico e espertos capitalistas que sabem muito bem que tudo não passa de um grande engodo, um teatro, uma propaganda para ludibriar.
De certa forma o endurecimento do discurso liberal (não apenas entre “autodenominados” liberais nas sociedades subdesenvolvidas, mas, também entre destacados, embora, ridículos, atores políticos nas potências capitalistas) soa como uma tentativa de escancarar, desvelar a hipocrisia do sistema e assumir suas incoerências como ideais, como o que realmente “deve ser assim e danem-se!”. Podemos dizer que o conservadorismo somado ao liberalismo econômico, a ideologia propagada hoje por boa parte da Direita no mundo todo, é um sinal de que aqueles que controlam o mundo hoje estão chegando a conclusão de que não é necessário mais suavizar e disfarçar a exploração e que, com a posse das armas e das tecnologias para propagação ideológica (televisão, rádios, revistas, jornais, internet) e monitoramento (por intermédio de celulares, computadores, internet, câmeras espalhadas por todos os cantos das cidades), podem moldar com mais eficiência as mentalidades os comportamentos e reprimir qualquer sinal de rebeldia com eficiência na violência. Nesse ritmo encontraremos a contemplação no âmbito do discurso do que realmente acontece na realidade das sociedades afundadas no capitalismo. Por outro lado ainda há tentativas de distorcer fatos e apostar no chulo revisionismo histórico e deturpação de conceitos básicos, por exemplo: alguns movimentos políticos de Direita, certamente patrocinados por mega corporações, voltados para persuadir e cooptar a juventude, insistem em afirmar coisas como : “o capitalismo é um mercado de trocas voluntárias” ou ainda “o comunismo matou milhões de pessoas”, “nazismo é Esquerda socialista” (executivos da Bayer, BASF e Mercedes Benz, devem rir avidamente sempre que algum cretino grita algo desse naipe), etc; tais bizarrices retóricas são espalhadas intensamente nas redes sociais e meios de comunicação de massa controlados pela burguesia, no entanto, é irônico o fato de ao mesmo tempo afirmarem a competição, o egoísmo, a segregação, hierarquias de poder, a exploração, como “naturais” ou seja, descrevendo de certa forma o que há de pior no capitalismo como se fosse algo “belo.
Chega a ser risível afirmar que “capitalismo é um mercado de trocas voluntárias” diante do que realmente acontece e da definição clássica mais aceita sobre o que realmente é o modo de produção capitalista (modo de produção baseado na propriedade privada dos meios de produção por parte de uma classe denominada burguesia a qual controla direta e indiretamente não apenas a produção, mas, também, o Estado, explorando o trabalho da classe trabalhadora a qual, em troca de força de trabalho, recebe salário; sendo o objetivo de toda empresa capitalista a busca incessante por lucro.
O capitalismo necessariamente cria desigualdade e hierarquias de poder na sociedade, prioriza apenas o que gera ou pode gerar lucro, “coisifica” pessoas tratando vidas como descartáveis e mercadorias, ou objetos inanimados, como entidades que recebem maior consideração e valor do que quem as produziu ou as extraiu das entranhas da natureza).
A mentira espalhada por militantes fundamentalistas de Direita sobre o chamado “comunismo” é fácil de desconstruir lembrando o conceito fundamental de comunismo: etapa posterior a uma transformação socialista da sociedade capitalista (seja de cunho marxista ou anarquista); situação onde o Estado mesmo será superado e substituído por formas coletivas de autogestão, coletivização dos meios de produção, fim das hierarquias de poder, fim da divisão da sociedade em classes sociais, uso intenso do conhecimento construído pela humanidade para a promoção real da igualdade e liberdade em uma situação de harmonia com a natureza da qual a humanidade é manifestação consciente…Projetos que podem ser vistos hoje como utópicos, mas, não há dúvidas de que isso se aproxima de um ideal ético para a humanidade, diante do qual o discurso “liberal+conservador” de defesa do capitalismo não passa de um capacho sujo. Se um dia chegaremos ao comunismo, não sabemos, ninguém, creio, pode afirmar com certeza, mas, o fato é que isso jamais foi realizado em grande escala em parte alguma do globo e portanto a crítica ao comunismo realizada por “liberalóides” não passa de uma falácia tosca; seria mais inteligente uma crítica voltada para o uso do discurso ideológico socialista usado para controle social em regimes “totalitários” (Como a Coréia do Norte), porém, reconhecendo que há uma diferença entre a propaganda ideológica usada para controle da sociedade e a realização dessas propostas, ou ainda uma crítica contra as supostas tentativas de colocar em prática planos socialistas por governos e partidos que se diziam “socialistas” e identificar, de forma sensata, suas falhas, reconhecendo, também, o que houve de positivo nessas experiências (imagino que sempre é possível identificar alguma coisa positiva, mesmo no próprio liberalismo, nem que seja como exemplo do que “não é recomendado fazer”).
A Direita que insiste em se apresentar como “liberal” em muitas democracias capengas ocidentais, em especial no Brasil, chega ao extremo de resgatar uma “caça às bruxas” um macartismo delirante carregado de contrapropaganda estadunidense da época da “guerra fria” e desejam até mesmo censurar professores em escolas públicas e fazer as legislações trabalhistas retrocederem ao século XIX e tudo isso diante de uma Esquerda fragmentada, paralisada, embriagada com pós-modernices, ruminando táticas dos primórdios do movimento socialista, delirando em utopias que não condizem com a realidade contemporânea (ou que pelo menos estão muito distantes das possibilidades atuais) e remoendo ainda tristemente o fim da ex URSS.
Mas, apesar de toda a “palhaçada” que já vimos ser o teatro liberal, o esquema continua funcionando e nesse jogo os(as) trabalhadores(as) continuam explorados e iludidos, como força de trabalho, como eleitores e como consumidores!
Paulo Vinícius
(Professor de Filosofia e Sociologia, Licenciado em Filosofia, Bacharel em Ciências Sociais; Especialista em Pensamento Político)
quinta-feira, 30 de março de 2017
Não à reforma trabalhista e da previdência! Não abrimos mão de nenhum direito! Fora Direitalha!
Não
à reforma trabalhista e da previdência! Não abrimos mão de nenhum
direito! Fora Direitalha!
Trabalhadores
(as) e estudantes novamente lutam contra os ataques de um governo
formado por parasitas (patrocinados por grandes corporações,
nacionais e internacionais) que, seguindo as orientações de seus
financiadores, pretendem destruir os serviços públicos e direitos
que foram conquistados em décadas de lutas da classe trabalhadora!
Os partidos que estão no poder no governo federal (PMDB-PSDB-PSB-Solidariedade-PPS-PP-PSC-PV-DEM e companhia) representam apenas os interesses de empresários e grandes latifundiários, chegaram ao poder com o aval e orientação da classe burguesa e, infiltrados no executivo e legislativo, sabotam o Estado em seu único aspecto útil aos trabalhadores: os serviços públicos e direitos que protegem a população trabalhadora e os jovens.
Para
essa escória que tomou total controle do Estado brasileiro, o Estado
deve apenas servir aos interesses da classe dominante, como uma arma
voltada contra a população mais pobre, ou seja, apenas como
ferramenta de opressão e controle.
O
MAIS LAMENTÁVEL DESSA TRAGICOMÉDIA É QUE ESTAMOS "PATROCINANDO" A EXPLORAÇÃO CONTRA NÓS MESMOS!
Quem mais paga impostos no Brasil são os trabalhadores, enquanto o país perde mais de 400 bilhões anualmente com sonegação por parte de grandes empresas capitalistas cujo único propósito é o lucro, as quais muitas vezes vendem, até mesmo, produtos envenenados ou adulterados para atingir seus objetivos de mais e mais lucro! Essas empresas, que vendem lixo para a população trabalhadora, são as mesmas que financiam os políticos canalhas que hoje fazem a festa, também, com o dinheiro público na arena política institucional; esses fantoches políticos abrem espaço, por intermédio de fraudulentas licitações, para que essas mesmas empresas possam sugar ainda mais os cofres públicos com obras superfaturadas as quais realizam com material de péssima qualidade, o que muitas vezes coloca em risco a vida de muitos trabalhadores no país.
O
Brasil torra mais de 40% do seu orçamento para pagar a infame dívida
pública, uma dívida que se arrasta por décadas a qual nenhum
governo teve a dignidade de fazer auditoria. Bilhões vão para
empresas e bancos (muitos estrangeiros) enquanto menos de 10% do
orçamento é gasto com educação e saúde (menos de 5% para
educação e menos de 5% para saúde). Nesse esquema escandaloso mais
uma vez identificamos empresas que patrocinam os partidos que estão
no poder.
Em
2016, Fiesp e empresas estrangeiras interessadas em aprofundar o
esquema de exploração sobre a classe trabalhadora e destruição
dos serviços públicos (no intuito de ocuparem os espaços que o
Estado deixará, com a privatização ou deterioração dos serviços
públicos, consequência da sabotagem dos políticos) promoveram um
golpe institucional com apoio da mídia privada de massa (Rede
Globo-RBS, Bandeirantes, Abril-Veja, entre outras empresas que vivem
da propaganda de outras empresas) e movimentos fakes como “MBL” e
“Revoltados On Line”. Um governo decadente de centro (que unia
partidos declaradamente de Direita com partidos de Centro com falso
discurso de Esquerda) foi derrubado e um governo assumidamente
Liberal-Conservador (a mistura venenosa do Liberalismo Econômico com
Conservadorismo moral e político, também chamado “neoliberalismo”)
toma controle do Estado brasileiro para acelerar pseudo-reformas que
pretendem destruir conquistas dos trabalhadores(as) e rifar o Brasil
ao capital internacional em um “entreguismo” descarado.
A
Direitalha pretende , com a reforma da previdência (propagando, com
apoio da mídia, a mentira de um falso deficit) condenar os(as)
trabalhadores (as) a trabalharem até idade avançada em um país
onde a qualidade e média de vida são baixas ainda e tendem a piorar
se o ritmo desses ataques persistir. Desejam que os (as)
trabalhadores (as) se desgastem até a morte! .
A terceirização ameaça gerar um rebaixamento nos salários e precarização do trabalho!
O corte de investimentos em educação, saúde e o congelamento dos investimentos do Estado em serviços públicos por vinte anos, condena o país a um retrocesso assombroso!
A
reforma do ensino médio ameaça a formação intelectual e humana
das gerações mais jovens e abre espaço para a iniciativa privada
(que vê a educação apenas como negócio) marcar espaço dentro das
escolas públicas!
Os ataques são diários e constantes, mas, com o dinheiro que jorra para a propaganda espalhada por redes de televisão como a Globo-RBS (que devem milhões em impostos e ainda recebem dinheiro do governo golpista Temer em Brasilia e Sartori no RS) a população muitas vezes se perde na “desinformação”.
No RS o governo Sartori (PMDB-PSDB-PSB-PDT-PV-Solidariedade-PPS…) mente para o povo gaúcho. O governo esconde recursos (auditoria do Sintergs afirma que o governo tinha mais de 2 bilhões em caixa em 2016; o governo gastou mais de 3 milhões em propaganda e a maior parte foi para RBS-ZH; o governo gastou mais de 9 milhões em passagens para cargos de confiança viajarem dentro e fora do RS em 2016; logo que assumiu o mandato Sartori assinou o aumento do próprio salário , de deputados e secretários de governo, sendo que contratou sua esposa para uma secretaria recebendo salário como deputada) enquanto doa recursos públicos para empresas privadas, mantém isenções e não faz nada para punir as que sonegam.
No
RS o governo não cumpre, também, a lei do piso nacional do
magistério, demonstrando total falta de interesse em melhorar a
educação pública que serve aos filhos das famílias da classe
trabalhadora que sustenta esse Estado!
Não
podemos desistir, precisamos resistir, lutar, caso contrário o
futuro será pesado para a classe trabalhadora brasileira!
Vamos
nos organizar em nossos locais de trabalho, escolas, bairros, em
coletivos, espalhando informação nas redes sociais e enfrentando
nas ruas os inimigos da classe trabalhadora!
“Não
tá morto quem peleia!” FORA DIREITALHA!
MOVIMENTO
AUTONOMIA E REVOLUÇÃO
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Nota de apoio aos acadêmicos que ocupam a UFSM.
Nota de apoio aos acadêmicos que ocupam a UFSM.
O governo ilegítimo, representado pela figura de Temer (citado mais de uma vez em casos de corrupção), formado por PMDB-PSDB-PSC-PP (antiga Arena)-DEM-PPS-PSB-PSD-PRB (entre outros partidos da Direita declarada e do Centro) vem promovendo uma série de ataques contra os direitos dos trabalhadores e buscando sabotar os serviços públicos em nome da ideologia liberal econômica combinada ao conservadorismo. Os partidos que estão no controle do Estado brasileiro agora são atrelados à interesses de grandes empresas, a maioria dessas acusadas de serem notórias sonegadoras de impostos. É bom lembrar que o Brasil perde anualmente mais de 400 bilhões em impostos por causa da sonegação praticada por grandes empresas, muitas dessas que apoiam o atual governo federal.
Mais de 45% do orçamento da União é perdido com a dívida pública e vai para bancos privados, enquanto menos de 4% do orçamento é destinado para a Educação pública. O governo Temer já declarou que irá cortar mais de 40% das verbas destinadas para as universidades públicas brasileiras em 2017.
A situação gerada pelas medidas adotadas pelo governo Temer, em nome de uma suposta “crise” (que afeta apenas os mais pobres, trabalhadores e pequenos empresários), demonstram as intenções nefastas desse governo de intensificar a exploração sobre a classe trabalhadora e sabotar os serviços públicos que atendem as famílias de trabalhadores. Somado a tudo isso há ainda a ameaça de uma lamentável reforma da previdência para piorar a vida dos que trabalham, uma proposta de emenda constitucional (PEC 55) que significa o retraimento e congelamento dos investimentos do Estado em serviços públicos por vinte anos e ainda uma reforma esdrúxula para o ensino médio (apresentada em forma de medida provisória, sem consultar a população e principalmente os professores(as) e estudantes) que ameaça corte de disciplinas fundamentais para a formação humana e intelectual dos estudantes e abrirá espaço para a iniciativa privada atuar dentro das escolas públicas.
Poderíamos estender esse relato por muitas linhas, mas, não parece necessário explicitar mais do que já foi exposto para justificar os motivos os quais nos levam a apoiar , sem hesitação, os acadêmicos e professores que lutam por uma educação pública de qualidade ocupando prédios das universidades públicas do Brasil e, em especial, os estudantes do movimento “Ocupa UFSM”.
Os acadêmicos que ocupam os prédios e salas da Universidade Federal de Santa Maria estão ocupando um espaço público que também é deles, ressignificando esse espaço e ao mesmo tempo dando uma valiosa lição para toda a sociedade, com um belo protesto contra as esdrúxulas medidas de um governo formado por golpistas e que apenas representa as vontades de grandes empresas estrangeiras e nacionais contra os interesses da classe trabalhadora do Brasil.
A Educação pública é fundamental para o desenvolvimento de conhecimento científico e tecnologias para a promoção de uma melhor qualidade de vida da população brasileira , pilar para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e esclarecida, formada por pessoas autônomas e que reconheçam fazer parte de uma coletividade que precisa avançar rumo a patamares mais consistentes de realização de ideais éticos, existenciais e criativos. Obviamente para os defensores do capitalismo, e dos interesses da classe dominante, que se autodenominam liberais e conservadores , a educação é vista apenas como mais uma mercadoria, uma oportunidade de gerar lucro ou ainda como uma ferramenta de controle social, através da qual podem impedir a ascensão da classe trabalhadora ou simplesmente promover seu “adestramento”.
Ao se colocarem contra os ataques dessa corja, que se encontra no poder hoje, os acadêmicos da UFSM, que ocupam em protesto criativo os prédios dessa instituição, demonstram alto nível de esclarecimento político e responsabilidade social, pois, lutam pelos interesses de toda a classe trabalhadora que forma a maior parte da população desse país!
Não podemos permitir, sem esboçar reação alguma, um governo golpista destruir as conquistas que o povo brasileiro demorou tanto tempo e árduos embates para alcançar! Não podemos apenas observar, passivos, um bando de conhecidos corruptos, com apoio de empresas da mídia (algumas dessas que devem milhões em impostos) levarem o Brasil a um terrível retrocesso!
Abominamos a infeliz decisão do juiz que, comovido com os reclames de um grupo conservador de Direita que atualmente , lamentavelmente, está no controle do DCE da UFSM (grupo esse o qual recebe apoio de movimentos de Direita - os quais, por sua vez, são patrocinados por empresas estrangeiras e partidos de Direita que atuam no Brasil - como por exemplo os infames MBL, Clube Farroupilha e Instituto Estudantes Pela Liberdade; curiosamente a chapa autodenominada “Libertas" atua dentro de uma universidade pública ao mesmo tempo em que defende o “liberalismo econômico” e o avanço da iniciativa privada) . Esse mesmo sujeito que “julgou” ser necessário expulsar os acadêmicos que ocupam prédios públicos (os quais , também, lhes pertencem, afinal são públicos) , teve o extremo “mau gosto” ou “petulância” de citar frases de um famoso pensador conservador anti-democrático, de origem irlandesa, Edmundo Burke, o qual em muitos textos deixou bem claro ser contra uma maior participação popular nas decisões políticas e ser um explícito defensor dos interesses da classe dominante em seu país ( Reino Unido , século XVIII).
Para representantes do poder judiciário, provavelmente, não comova as ameaças que a classe trabalhadora vem sofrendo ou cortes de verbas para serviços públicos e educação, afinal, os salários dos juízes brasileiros ultrapassam o teto do funcionalismo público e ainda recebem auxílio moradia de mais de 4.300 reais, auxílio alimentação de 900 reais e ainda auxílio para pagarem escolas ou faculdades particulares para seus filhos o que pode ultrapassar mais de 1.700 reais, ou seja, estamos falando de uma “casta” descolada da realidade da maior parte da sociedade brasileira.
Demonstrando uma atitude muito “democrática” (ironia) o senhor juiz decidiu que, se os estudantes e apoiadores não desocuparem os “estabelecimentos” da instituição federal, devem pagar uma multa diária de 5 mil reais (sendo 15 mil reais para aqueles que não são vinculados à UFSM), ameaça uso da força policial, autoriza cortar luz e água, incita à delação dos estudantes e ainda os acusa de usarem violência contra outros estudantes (não esclarecidos e que desejam aulas regulares, como se tudo estivesse “normal”, enquanto “o mundo desaba”).
Os acadêmicos que ocupam a UFSM demonstram extrema responsabilidade e elevada consciência política e social; estão preservando o patrimônio público, dando um novo sentido ao lugar, ministrando aulas e oficinas, dialogando com a comunidade , dando uma lição de extrema relevância para todos nós ao mostrarem a importância dessa instituição para a comunidade de Santa Maria e a necessidade de lutarmos por ela contra as tentativas nefastas de precarização da educação pública no Brasil empreendidas pelo governo do PMDB.
Esperamos que o juiz que tomou a lamentável decisão de expulsar os estudantes que ocupam a UFSM, repense sua triste escolha para que não seja futuramente lembrado como alguém que atrapalhou uma luta justa auxiliando aqueles que tramavam a destruição das conquistas sociais, afinal, como servidor público mantido com dinheiro do povo (lembrando que quem realmente sustenta esse país e paga impostos é a classe trabalhadora, ao contrário das grandes empresas sonegadoras) tem o dever de zelar por aquilo que é do interesse da sociedade brasileira (em especial nesse caso a coletividade que vive na região de Santa Maria-RS) , portanto deveria sim é concentrar energia em combater quem realmente está prejudicando o bem estar dessa sociedade.
Todo apoio aos estudantes e professores (as) que lutam por uma educação pública de qualidade ! Força para todas as ocupações!
Fora Temer! Abaixo a PEC 55!
M.A.R
Movimento Autonomia e Revolução
Santa Maria 07/12/2016
terça-feira, 15 de novembro de 2016
domingo, 13 de novembro de 2016
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